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O que o varejo brasileiro pode aprender com o mercado internacional?

A pandemia do novo coronavírus fez com que muitos varejistas se reinventassem para continuar operando e manterem as suas contas no azul. Por isso, muitos deles passaram a estudar o mercado internacional e os cases de sucesso para entender o que tem funcionado em outros países e que poderiam ser implementados aqui com o objetivo de ajudar no desenvolvimento do Brasil nos próximos anos.

De acordo com estudo feito pela Statista, empresa especializada em dados de mercado e consumidores, que mostra a previsão das vendas no comércio eletrônico entre 2020 e 2024, o e-commerce brasileiro deve crescer 9,1% neste período. Com isso, o país ocupará a sexta posição no ranking global.

Esses dados mostram que o país vive um momento muito promissor. Mas, para manter essa taxa de crescimento, é importante que as marcas implementem tecnologias inovadoras, principalmente no que se refere as soluções que melhoram o atendimento e ampliam os locais de venda, pois elas serão determinantes para garantir o sucesso nos negócios nos próximos anos.

Uma das estratégias é utilizar os aplicativos de mensagens como principal canal para a comercialização dos produtos. O WhatsApp já está sendo adotado por grandes varejistas e pequenas e médias empresas para enviar catálogos e promoções personalizadas com o objetivo de criar um bom relacionamento com o seu público-alvo.

Podemos ver também outras tendências que estão se destacando no setor como por exemplo, a integração do online com o offline (omnichannel), que já é muito conhecido nos EUA e Europa. Ela ajuda as empresas a garantirem uma boa jornada de compra em diferentes pontos de vendas.  Isso porque ele pode visualizar, provar e conhecer o item pela loja física, mas pode adquiri-lo pelo e-commerce, com melhores condições de pagamento.

Outro exemplo é o Live Streaming. Por meio dele, os lojistas apresentam o seu portfólio ao vivo durante a transmissão os seus clientes podem fazer perguntas, ter acesso a promoções e solucionar possíveis dúvidas. Além disso, as pessoas têm a oportunidade de comprar um item na mesma tela. Consolidado no mercado chinês, essa tendência vem ganhando força em solo brasileiro, principalmente devido a pandemia do novo coronavírus e o isolamento social.

Além disso, há também o modelo CTM (consumer-to-manufacturer), onde os varejistas reúnem insights e informações dos consumidores para que os fabricantes e lojistas desenvolvam produtos customizados com rapidez e agilidade. Já o “varejo sem toque” (Touchless Retail) vem ganhando espaço pois ele elimina todos os pontos de contato no PDV, priorizando assim as aquisições feitas no ambiente online.

Por fim, concluo que nos últimos meses, pudemos perceber que o varejo brasileiro é aberto a novas possibilidades e isso ficou ainda mais evidente com a pandemia causada pelo novo coronavírus, onde as marcas tiveram que mudar radicalmente as suas estratégias e se adaptar à nova realidade de forma rápida. Mas, o segmento ainda há muito o que evoluir e aprender com o mercado internacional no quesito inovação e experiência do consumidor. Esse é o só o começo de uma grande transformação no setor.

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